Eu Sou a Lenda: de vampiros a zumbis, foram 600 milhões de dólares

Por Lyra Libero 23 de maio de 2012 Editar postagem

Os puristas do mundo cinematográfico ‘zumbístico’ (acabei de criar esse termo) dirão: “Eu sou a Lenda” (I am legend, 2007) não é filme de zumbi coisa nenhuma e nem deveria estar sendo resenhado em um blog chamado Zumbi-Hunter. Concordo no que se diz respeito ao livro de Richard Matheson publicado em 1954, lá eles estavam muito longe de ter qualquer característica suficiente para alcançarem o que eu chamo de ‘selo George Romero de qualidade’. Mas no filme do diretor Frances Lawrence (lembram dele, de "Constantine"?, de 2005) – outro filme que difere da obra original, no caso, história em quadrinhos) o último homem da terra, interpretado por Will Smith, trava uma luta psicológica e física contra, porque não, zumbis. 

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Esperei ler o livro de 1954 para poder resenhar o filme, que já havia assistido há muito tempo. Nele, Robert Neville luta para sobreviver em uma cidade deserta, já que a humanidade parece ter sido devastada por uma praga misteriosa. Não há muita semelhança entre a obra inspiradora e a película hollywoodiana. 


É que no livro, Robert Neville é um homem comum, que sobrevive às noites onde sua casa é cercada por criaturas que eram seus vizinhos e seu melhor amigo, e que tentam capturar e dilacerar a carne do único homem ‘normal’ que resta, o único ser que ainda prova, com sua vida, que outra civilização completamente diferente existiu antes de uma praga estranha devastar a civilização. Richard Matheson, o autor, procura cunhar explicações científicas para algumas lendas enraizadas na cultura ocidental, como o próprio vampiro que é repelido com alho. As semelhanças com o filme acabam rapidamente, mas note um detalhe: Eu sou a Lenda inspirou a concepção de zumbi que George Romero imortalizou com a obra prima ‘A noite dos mortos vivos’ (Night of the living dead, 1968), a de que o zumbi/monstro é nosso amigo, esposa, vizinho, conhecido. 



“Eu sou a Lenda” teve seus direitos comprados pelo estúdio de cinema nos anos 1970, e rolou de roteirista em roteirista até ser finalmente adaptado, com, pasme, Arnold Schwarzenegger cotado para o papel principal. Talvez isso explique a mudança enorme no enredo na obra final que conhecemos. 

Quem não chora na cena que a pastora alemã Sam morre não tem coração. 

Dr. Robert Neville (Will Smith) é o único sobrevivente de um vírus que dizimou uma parte da população da terra, e tornou a restante, vítimas do vírus mutante, caçadores de carne em constante estado de raiva e agitação, ‘alérgicos’ à energia solar, em uma Nova Iorque deserta. O médico procura uma cura para o vírus, enquanto caça cervos pela Times Square vazia e tomada por matagal, e constrói rotinas para aplacar a solidão. De dia ele é a Lenda, o único homem sobre a terra, e durante a noite, se esconde dos gritos e da cidade tomada por seres incontroláveis que o dilacerariam com uma única mordida.

Com efeitos especiais de tirar o fôlego e uma atuação impecável de Smith, o filme possui um ritmo de constância e dramaticidade. As imagens de uma megalópole como NY vazia e desolada são impressionantes, e os contaminados pelo vírus são todos feito por computação gráfica, mas não deixam de ser um show à parte.  

O filme teve uma bilheteria considerada extremamente alta, em torno de 600 milhões de dólares no mundo todo, e conta ainda com final alternativo no lançamento em DVD, se tornando também uma lenda na seção dos grandes blockbusters. 

Confira o trailer abaixo:


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Autora
Lyra Libero, jornalista em jaqueta de couro, insomaniac, com banda de rock e leves tendências a filme b. Assina na coluna Sessão Zumbi. Saiba mais...
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